Fenitoína: nutrientes que o uso pode depletar

Pode depletar Vitamina B9 (Ácido Fólico), Cálcio e Vitamina D.

O uso crônico da fenitoína está associado à depleção de nutrientes essenciais, incluindo vitamina B9 (ácido fólico), cálcio e vitamina D. O monitoramento dessas perdas nutricionais é fundamental na prática clínica para investigar o surgimento de manifestações secundárias relacionadas ao desequilíbrio desses micronutrientes.

Nutrientes que podem ser depletados

Vitamina B9 (Ácido Fólico)

Sinais de carência: alternância intestinal, apetite irregular, memória fraca, dificuldade de concentração, pessimismo ou depressão.

Cálcio

Sinais de carência: cólicas intestinais, cãibras, dores na coluna, dores articulares, sintomas da menopausa.

Vitamina D

Sinais de carência: alternância intestinal, cólicas intestinais, intestino irritável, imunidade baixa, queda de cabelo.

Exames que ajudam a confirmar

Na prática clínica

A fenitoína é um fármaco cuja utilização contínua exige atenção aos níveis de micronutrientes específicos, dado o seu potencial de depletar vitamina B9 (ácido fólico), cálcio e vitamina D. Na prática clínica, a identificação precoce das carências nutricionais permite ao profissional identificar correlações sintomáticas precisas. A deficiência de vitamina B9 gerada pelo uso deste princípio ativo pode manifestar-se por meio de alterações sistêmicas como alternância intestinal e apetite irregular, além de impactos neurológicos ou cognitivos, incluindo memória fraca, dificuldade de concentração, pessimismo ou depressão. Concomitantemente, a redução dos níveis de cálcio e vitamina D compromete diversas funções biológicas. O declínio de cálcio pode ser clinicamente suspeitado quando há queixas de cólicas intestinais, cãibras, dores na coluna, dores articulares e sintomas da menopausa. Já a depleção de vitamina D compartilha algumas manifestações gastrointestinais, como alternância intestinal e cólicas intestinais, podendo abranger também sinais de intestino irritável, imunidade baixa e queda de cabelo. A avaliação e o rastreio dessas deficiências estruturais devem ser guiados por exames laboratoriais direcionados. O rastreio da carência de ácido fólico engloba as dosagens de vitamina B9 e homocisteína. A investigação do estado do cálcio abrange a mensuração do cálcio sérico, cálcio iônico e PTH, enquanto a deficiência de vitamina D é verificada pelos exames de vitamina D (25OHd3) e vitamina D total. O mapeamento ativo facilita a análise médica e nutricional da estabilização metabólica.

Perguntas frequentes

Quais exames auxiliam na avaliação da depleção de cálcio e vitamina D pela fenitoína?

A investigação laboratorial do cálcio requer a avaliação do cálcio sérico, cálcio iônico e PTH. Para o rastreio da deficiência de vitamina D, utiliza-se a solicitação das dosagens de vitamina D e vitamina D (25OHd3).

Quais sintomas podem indicar carência de vitamina B9 induzida pela fenitoína?

A depleção de vitamina B9 (ácido fólico) pode gerar sintomas gastrointestinais como alternância intestinal e apetite irregular, bem como sinais cognitivos de memória fraca, dificuldade de concentração, além de quadros de pessimismo ou depressão.

Como as deficiências de cálcio e vitamina D se manifestam clinicamente no paciente?

A carência de cálcio cursa com dores articulares e na coluna, cãibras, cólicas intestinais e sintomas da menopausa. A deficiência de vitamina D também provoca cólicas e alternância intestinal, estendendo-se a sinais de intestino irritável, queda de cabelo e imunidade baixa.

Conteúdo para profissionais de saúde. Não substitui a avaliação clínica individual.

Por Equipe SARA Health · Atualizado em 16/10/2026